Trilha da Cachoeira da Grota Funda

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A trilha da cachoeira da Grota Funda fica em Paranapiacaba, distrito de Santo André, local aonde eu nasci mas que não conheço muito.

Nesse dia 12, dia das crianças, combinei com o Paulinho de fazermos um rapel lá. Como que pra me fazer desistir, o plantão do dia 11 incrivelmente se estendeu madrugada adentro. Cheguei em casa com medo de não conseguir acordar (como já aconteceu antes) e coloquei uns 300 despertadores pra tocar dali a pouco mais de 2horas. Deu certo!!

Cheguei em São Paulo e pouco depois meus parceiros de aventura chegaram. Faltou uma amiga do Paulinho, então fomos nós dois e a Bruna, que é a namorada dele, muito companheira, sempre faz questão de participar das doideiras que ele se mete (coisas do amor) rsrs

Seguimos de carro até Paranapiacaba, o trânsito estava bom, então foi tudo tranquilo. Quando chegamos lá, uma viatura da guarda estava estacionada na entrada que usaríamos, então tivemos que fazer outro caminho.
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Para chegar na cachoeira, seguimos pela ferrovia que fora construída em 1898 pela São Paulo Railway e desativada a algumas décadas. É perceptível a ação do tempo: trilhos enferrujados e muita madeira podre.

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O estado da ferrovia:
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A natureza imita a vida e assim como sempre tem gente torcendo contra, tínhamos alguns companheiros esperançosos de que algo desse errado:

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Eu, animação em pessoa!! (com medo)
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Caminhamos, caminhamos, caminhamos … chegamos!! Agora era arrumar os equipamentos e descer. Tudo normal, até que o Paulinho foi retirar a corda da mochila e deixou cair sua carteira, com todos os documentos, e o celular. Precisou fazer um rapel de resgate, pra ver se encontrava. Por sorte, tudo intacto na carteira, não molhou, não perdeu nada. Infelizmente o celular não resistiu:
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Agora sim, hora de rapelar!! Fui até a beira do trilho e dei uma olhada no que me esperava:
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É … quase 60 metros … nem era tão mais alto que o Morro do Maluf, onde fizemos o primeiro rapel, mas era meu primeiro rapel negativo, onde não há contato dos pés com a parede. Comecei a ficar nervosa mas continuamos. Vesti a cadeirinha, prendemos tudo, conferimos … tudo certo! Passei pro lado de fora da ferrovia. Foi quando percebi o quanto estava MESMO nervosa! Minha perna começou a tremer, tremer muito. Dei um tempo pra tentar me controlar, mas entrei em pânico:
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Pensei em desistir. Falei com ele: Não vou conseguir!! Voltamos pro lado de dentro da ferrovia e fiquei lá sentada, tentando me acalmar. Veio alguém me fazer companhia:
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Filho da mãe!! Achei um abuso!! Não sei dizer quanto tempo passou, mas fiquei ali só olhando a cachoeira, controlando a respiração, muito chateada comigo por não conseguir. Quer dizer, nunca tinha me acontecido, né? Sentir medo é normal, acho até importante, mas pânico? Foi a primeira vez. Deixei-me perder ali em meus pensamentos e simplesmente não conseguia desistir. Voltar pra casa sem aquela sensação de adrenalina? E o pior, me sentindo covarde! Tava errado! Aquele medo não era mais forte que eu e eu não deixaria que fosse. Ainda com medo, mas decidida, resolvi tentar de novo. Lá fomos nós!
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O início é, sem dúvidas, a parte difícil. Medo de não conseguir controlar a mente, de esquecer do freio e descer sem fim … rsrs Mas a sensação, quando se consegue: não tem coisa melhor no mundo que superar a si mesmo!!
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eu

Era dia 12, dia das crianças, e ali nós éramos as mais felizes!! Sensação boa demais! A vista lá de cima é incrível!
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Quando descemos eu só queria uma coisa: banho de cachoeira. Era o meu troféu!
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Já recuperados, era hora de voltar. Uma escalada básica na volta, escorregadia pra caramba!!
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Antes de ir pra casa, passamos na casa de máquinas, onde o pessoal costuma acampar por ali
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A melhor idéia foi a do Paulinho, de armar uma rede e descansar ali. Só não poderia esquecer e no meio da noite querer levantar pra ir ao banheiro esquecendo de onde estava:
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Fomos atrás de limões:
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Agora sim, chegou a hora de voltar pra casa. O caminho da volta é sempre mais cansativo mas estava feliz e bem disposta. Seguimos devagar e com cuidado

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Deixamos Paranapiacaba com um gostinho de “quero mais”. Em breve, teremos!!

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